PESSOAS / Ana Matos


Ana Matos
47 anos, Lisboa, Galerista e curadora
Vive em Lisboa, a sua cidade de eleição e de paixão. Fundadora e directora artística da Galeria das Salgadeiras, curadora e colaboradora da Fundação José Saramago.


Há quanto tempo trabalhas no Bairro Alto?
Estou a trabalhar no Bairro Alto desde a criação da galeria, em Julho de 2003. Antes apenas frequentava o Bairro para jantares fora e estar com os amigos, num dos imensos sítios que o Bairro tem para oferecer. Como "trabalhadora" descobri um outro bairro, até pelas horas a que agora cá estou. O horário da galeria está também profundamente alinhado com o síito onde nos encontramos e estamos abertos a horas "menos típicas" das galerias de arte: das 17h às 22h, tirando partido da vivência e dinâmica do próprio Bairro. Com este horário, encontramos vários tipos de pessoas: as que fazem as suas compras na mercearia; as que vêm tomar um café de fim de tarde; as que vêm cá jantar; ou as que se juntam aos amigos para uma bela noite.

O que motivou instalar a galeria neste bairro?
O que me motivou foi o espírito do Bairro. O lado boémio pelo qual ficou conhecido nos anos 80, e que, ainda que em registos diferentes, se mantém até hoje. Mas também o lado típico, de vizinhança e proximidade que se cria com os moradores do Bairro. Aqui sinto-me em casa. Além disso, o Bairro Alto também sempre teve uma conotação artística... Temos as Belas Artes aqui mesmo ao pé. Há várias lojas de materiais associados à actividade artística e que são um clássico para todos os artistas, desde os finais dos anos 70. Depois há as esplanadas, os ateliers, a luz que aqui ainda parece mais transparente e limpa!... E assim sendo, para mim, a galeria teria que existir aqui. Este bairro cheira a arte: tem os estímulos para a inspiração artística, e reúne as condições necessárias para a prática artística. Sem dúvida, "i love bairro alto"!

Qual é o teu espaço favorito?
Depende da hora, do dia, do que quer fazer. Há várias opções... Para tomar um copo de vinho, devidamente sugerido por quem sabe do assunto e com uma escolha de vinhos bastante eclética, a Bodega (na Rua da Barroca). Para um gin tónico sugeria o conforto de casa antiga que a Maria Caxuxa nos proporciona. Uma visita à Mercearia da Atalaia para se deliciar com os produtos portugueses riquíssimos que eles lá têm. A Fábrica dos Chapéus porque sim... porque se chapéus há muitos, ali é mesmo de perder a cabeça. A discoteca Frágil, um clássico do bairro e um reduto que nos ficou dos famosos anos 80, para curtir um bom som. E, para fechar, uma visita à Kamera Photo porque é sempre bom estar em locais assim, de trabalho, dedicação e boas energias. Mas acima de tudo, andar, andar, andar... Descobrindo os canto e os sítios deste bairro. Vários dias, a várias horas. E simplesmente disfrutar.




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