6 de Janeiro de 2012

A ver o pôr-do-sol no Adamastor



A ver o pôr-do-sol no Adamastor.

Cheio de gente, de todas as cores, farpelas e feitios. O melting pot lisboeta concentra-se com vista para o rio. Claro que há sempre um cromo que fala altíssimo e quebra a magia, mas o rio é maior do que ele, o vermelho do céu enche os olhos como os grandes quadros de João Queiroz que nos pesam e tornam leves ao mesmo tempo.

As pessoas não são parvas, as pessoas são interessantes e gostam do ar livre, do rio e do pôr-do-sol, gostam de documentários e de parar nas ruas da cidade à noite. As pessoas não são estúpidas, sabem bem o que sabe a céu nesta vida terrena.

Ver as pessoas a viverem é impagável. Ter a coragem de me juntar a elas é impagável. Impagável.

E estou com uma pedrada de sono que facilmente adormeceria aqui mesmo na relva. E, quando ando pela rua, sinto a tua mão na minha enquanto caminho... A tua boca na minha pele quando estou serena. Fazes-me falta. Quando estou ao pé de ti, sinto-me em casa. Quero ser eu a passar a tarde de sábado contigo no Adamastor. Quero deitar a cabeça no teu colo e sentir nele o meu lar, como sempre acontece.

Nuvens azuis-cinzentas bloqueiam as rosas do céu. As luzes acendem-se no porto. O meu rabo arrefece.





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