20 de Novembro de 2011

Pequena teoria sobre o amor inteiro, no jardim do César Monteiro



Enquanto observo as flores que crescem neste pequeno jardim, verifico que há duas formas de entender o amor, assim como há dois tipos de plantas.
Existe uma espécie de flora, que podamos, regamos e protegemos, com a qual falamos, preocupando-nos em adivinhar todas as suas necessidades. Apesar disso, nem sempre somos razão suficiente para que não se deixe morrer. Frequentemente, escolhe abandonar-nos. Egoísta, desiste de nós.
Há depois outra espécie, à qual chamamos comummente de praga. São plantas vigorosas, saudáveis, frequentemente bonitas, e que se aguentam bem, mesmo sob o poder destrutivo de poderosas intempéries. Permanecem fortes apesar da geada. Espalham-se, para estarem sempre presentes.
Aqui nasce a minha teoria. É verdade que o amor precisa de cuidados, de interesse e de ser alimentado. Mas não pode ser snob.
Prefiro aquela espécie de amor generoso. O que procura a nossa presença, que cresce e se multiplica. Que conta com a ajuda das abelhas, da chuva e do sol. Que não precisa de ser tratado “nas palminhas”, em estufas ou com sistemas de irrigação complicados e adubos especiais. E que morre ao mínimo deslize.
Acho que, um dia, se o tiver, vou ser engolida pelo meu jardim.





 Comments


 PUBLICIDADE






21 de Setembro de 2014
Tudo por arrasto

18 de Junho de 2014
"22 de Setembro"

3 de Novembro de 2013
UM BANCO NO LARGO DE CAMÕES

30 de Junho de 2013
BAILE DE VERÃO

19 de Maio de 2013
Relatividade

26 de Dezembro de 2012
Dar música

21 de Novembro de 2012
Desligar

23 de Outubro de 2012
Lindo Serviço

30 de Junho de 2012
NO VERTIGO

13 de Junho de 2012
Das boas acções










Home
Night
Eat
Shops
Sleep
People
Blog
Chronicles
Video
Photos
Agenda
Agenda - Week
Info
Chronicles
History
Instagram
About
Bairro das Artes