9 de Novembro de 2011

Perigosos pardais voadores, na varanda da Rua das Flores



Perigosos pardais voadores, na varanda da Rua das Flores

Gosto de pardais, sobretudo no Inverno, quando têm muitas penas e o papo parece ficar mais gordinho. Li algures que serve para se protegerem do frio.
 
Gosto dos pardais que visitam a nossa mesa, posta para um frugal almoço de Verão, numa varanda com vista para o rio. Começam por observar de longe. Deixam-se admirar. São adoráveis, espreitando por cima da nossa cabeça, equilibrados no parapeito da varanda do andar de cima. Lançam pios de satisfação por se saberem admirados.
 
Piam.
 
Piam e trocam olhares.
 
Os pios assumem a forma de conspiração.
 
Miram-nos.
 
Piam.
 
E perdem a vergonha.
 
Pousam na nossa mesa tão abruptamente quanto um pardal pode fazê-lo. Ah, as migalhas… Não, não são as migalhas espalhadas no prato que procuram. Querem o prato principal. O naco inteiro do que quer que nos tenhamos servido.
 
Gosto de pardais. O seu bico pequeno travesso é uma tesoura com asas.
Gosto de pardais.
Saio de cena de fininho sempre que aparecem.





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