18 de Junho de 2014

"22 de Setembro"



Agora entendo porque se amarga o teu rosto.
Porque as flores da buganvília amarelecem antes de tempo.
Começa hoje o Outono. Mas o meu Outono já dura há demasiado.
Nesta prisão de brancura em forma de rectângulos de janela.
No calor dos fornos sempre acesos, no aroma de iguarias que enfadam o paladar de dias infindáveis com o mesmo sabor.
A frescura que aparece esvai-se na longevidade de um café.
Os que se demoram não dão mais do que palavras ocas, cansadas de repetidas a tantos iguais a mim.
Não importa que saiba falar.
Que diga saber escrever...
Não importa que sorria e seja um elemento importante da viagem.
Eu... sou uma pedra.
Os outros deixam pegadas e eu não posso sair de onde estou.
Para eles, nunca serei mais.
Apenas a empregada simpática daquela agradável casa de chá.





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