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11 de Abril de 2014

Cláudio Garrudo Inaugura na Galeria das Salgadeiras



“Quintetos” de Cláudio Garrudo inaugura na Galeria das Salgadeiras, amanhã dia 12 de Abril

Nesta sua quarta exposição individual na Galeria das Salgadeiras, Cláudio Garrudo apresenta uma série de fotografias em torno da sua descoberta da Natureza, num território que até agora, e apenas em certa medida, lhe é menos previsível sendo, nesse sentido, uma agradável surpresa. Agradável porque é precisamente esse um dos intuitos desta série: o de suscitar o prazer dos olhos e dos restantes sentidos ao olharmos para estas árvores, para o céu, para essa imensidão da Natureza, captada de baixo, em cinco momentos distintos e contínuos. A juntar este cariz hedonista, a surpresa
que intensifica a experiência: depois de diversas séries focadas no corpo, como Borderline e Vénus, ou mesmo em Empty Beds — ainda que aqui por uma presença apenas ficcionada, Cláudio Garrudo apresenta estes Quintetos como uma acto de libertação do corpo, da sua memória e do seu referente.
Deixamos de ver ou adivinhar o corpo, passamos, nós, espectadores, a ser o Corpo, ao entrar nestas paisagens e nos diluirmos nelas. É neste ponto que o trabalho de Cláudio Garrudo recupera a sua coerência e persiste numa continuidade autoral: convida o espectador, o observador, a entrar na obra, a espreitar um pouco mais além, a deixar-se seduzir pelas sensações do desconhecido, do belo, do
sublime. O mistério, esse, continua lá... Há como que uma camada, ou melhor uma diversidade de camadas, provocada por estas múltiplas-exposições, cinco disparos num mesmo registo, congelando-os num único instante. Se por um lado, Quintetos explora esse lado mais aleatório da sobreposição e que regista o “objecto” de forma quase surreal, por outro acentua a relação que Cláudio Garrudo tem explorado entre a Fotografia e a Pintura: depois do tempo, da composição pictórica e do cromatismo, o gesto induzido pelo movimento da câmera. Um gesto marcado em cinco momentos, ou não fosse o cinco o número que representa a liberdade, a revolução, a transgressão.

«Que metafísica têm aquelas árvores? [...] Mas que melhor metafísica que a delas / Que é a de não saber para que vivem / Nem saber o que não sabem? [...] de um poema de Alberto Caeiro chamado “Há metafísica bastante em não pensar em nada”... Pois bem, sigamos o poeta: não pensemos, não acreditemos nem em Deus, nem no “sentimo íntimo das cousas”. Pensemos em nada. Abramos os
olhos para ver, reparar, sentir a luz. “Não a luz do sol, mas a luz do espírito, o nous”.

Galeria das Salgadeiras
Rua das Salgadeiras, 24 1200-396 Lisboa
de 12 de Abril a 24 de Maio
De 3ªf a 6ªf das 17h às 21h e Sábado das 16h às 21h.






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