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15 de Março de 2012

MANUEL CALDEIRA: Persian Peruvian Parisian



Inaugura hoje dia 15 de Março, pelas 19h00, a exposição de desenhos de Manuel Caldeira intitulada Persian Peruvian Parisian.
O desenho ocupa de modo consistente e sistemático o centro da produção de Manuel Caldeira, apesar de eventuais incursões por outras disciplinas e técnicas (gesso, barro, madeira, bronze, cerâmica).
Nas séries agora mostradas, de 2010, motivos animais são objecto de distorção, estilização ou padronização decorativa, quase-abstracta. O uso homogéneo do guache - azul vibrante e intenso em Persian Parisian, amarelo ténue e quase invisível em Peruvian Parisian - define os contornos regulares de cada uma destas figuras compostas, criando “aforismos animais”, como lhes chama Manuel Castro Caldas no seu texto de introdução: “declinando-se a si próprios até à abstracção, os animais actuam no infinitivo e os elementos ora autonomizados tornam-se numa espécie de vectores(...). Cada animal, incompleto, morre para a acção e renasce, múltiplo, mostrando o que pode, já não fazer, mas suportar, integrar, fazer passar por si. (...) Em vasos, emblemas, cenas narrativas, participa em alianças contra natura - consigo mesmo, com outros, com o próprio branco da folha. (...) Sonho da pedra e da permanência, mas sonho, sobretudo, do metal, da forma que atravessa limiares, nenhum particularmente último, nenhum particularmente definitivo. Monumentaliza-se o contingente.”
A exposição encerra no dia 4 de Maio






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