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O guia da sétima colina de Lisboa - Bairro Alto, Bica, Cais do Sodré, Chiado, Príncipe Real, Rato

              
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 ART/museum & library

Museu do Chiado

Rua Serpa Pinto 4
 Lisboa

contact: 213 432 343
website: http://www.museudochiado-ipmuseu...





 



Fui um dos primeiros museus de arte contemporânea a ser criado em todo o mundo, fundado por decreto-lei da República de 26 de Maio de 1911.
Nascido da divisão dos acervos do antigo Museu Nacional de Belas-Artes, de que herdei todas as obras posteriores a 1850, data que de acordo com a crítica coeva, constituía a charneira cronológica da modernidade, fui instalado provisoriamente no Convento de S. Francisco, em espaço contíguo à Academia de Belas Artes, ocupando os antigos salões onde as exposições dos românticos e naturalistas haviam tido lugar, em pleno Chiado, espaço frequentado pelas tertúlias das gerações que aqui se encontravam representadas. Localização simultaneamente oportuna e simbólica, esta dupla circunstância acabou por determinar a confirmação da minha localização neste espaço, definitivamente consagrada com a minha reinauguração em 1994, integralmente renovado sob projecto da autoria do arquitecto francês Jean-Michel Wilmotte na sequência do trágico incêndio que em 1988 afectou a zona do Chiado.
Integro uma importante e significativa colecção, representativa da complexidade e diversidade dos movimentos e práticas artísticas nacionais desde 1850 aos nossos dias, honrando os pressupostos que estiveram presentes na minha fundação e mantendo-me dinamicamente comprometido com o presente e com o futuro.




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thursday 9 February 2012 / sunday 17 June 2012

ARTE PORTUGUESA DO SÉCULO XX 1960 - 2010
Museu do Chiado

Arte Portuguesa do século XX (1960-2010) completa o ciclo de três exposições da colecção do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, iniciado em Abril de 2011, para comemorar os 100 anos de existência desta instituição.

Ao percorrer o último meio século da história da arte portuguesa, esta exposição revela também, necessariamente, as vicissitudes de funcionamento do próprio Museu, alternando momentos de proximidade e de alheamento relativamente ao pensamento e à construção estética da contemporaneidade.

Se, durante a direcção de Diogo de Macedo (1944-59), o MNAC conseguira manter algum dinamismo, a nomeação política de Eduardo Malta como director (1959-67) irá condenar o museu a um período de retrocesso cultural, decadência e isolamento, que terá um caricatural epílogo quando a sua mulher, Dulce Malta, assume interinamente o lugar (1967-70).

Embora a direcção de Maria de Lourdes Bártholo (1970-87) tenha sido mais favorável à abertura do acervo a propostas contemporâneas, incorporando algumas obras de artistas de referência (como Jorge Vieira e Paula Rego), o MNAC continua a não conseguir acompanhar as dinâmicas culturais desencadeadas com a Revolução de 1974, assistindo-se a uma progressiva degradação das instalações, que obrigaria ao seu encerramento em 1987.

Entre 1988 e 1994, o MNAC passa por um processo de reorganização global, segundo projecto do arquitecto francês Jean–Michel Wilmotte, reabrindo ao público sob a direcção de Raquel Henriques da Silva (1988-98), com a designação de Museu do Chiado. Inaugura-se, então, um processo de renovação programática do museu, conciliando o estudo e a divulgação do acervo com a produção regular de exposições temporárias e de qualificadas publicações, com um enquadramento internacional que será ampliado durante a direcção de Pedro Lapa (1998-2009). Paralelamente, a colecção conhece uma actualização sem precedentes, passando a abranger a segunda metade do século XX e a incluir novas tipologias artísticas, como a fotografia e o vídeo.

Perante a descontinuidade do investimento público em aquisições para a colecção do MNAC, as doações e depósitos de artistas, instituições e coleccionadores particulares assumiram um papel fundamental, na medida em que permitiram enriquecer núcleos mais recentes da colecção, com a integração de artistas incontornáveis no panorama da arte portuguesa da actualidade.

Ao longo de quase duas décadas de intensa actividade e actualização, o MNAC – Museu do Chiado continua a debater-se com os principais constrangimentos identificados desde a sua fundação, em 1911: a insuficiência de espaço e de recursos materiais para continuar a conservar, expor e ampliar a mais abrangente colecção de arte portuguesa moderna e contemporânea.

Helena Barranha


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friday 18 May 2012 / sunday 17 June 2012

Clemens von Wedemeyer Against Death
Museu do Chiado

O filme Against Death foi concebido por Clemens von Wedemeyer como parte integrante do projecto The Fourth Wall (2008-2010), cujo título remete para o conceito de “quarta parede” - um muro virtual entre a plateia e o palco ou, num sentido mais abrangente, entre o espectador e a dimensão ficcional do teatro, do cinema ou do vídeo.
Quando apresentado em conjunto com as restantes obras que integram o projecto, Against Death surge no final do percurso expositivo, assumindo a condição de epílogo, embora também possa funcionar como uma instalação autónoma. Talvez por isso, constitui um notável momento de síntese e de sublimação de um longo processo de investigação sobre o paradigma antropológico de “contaminação cultural”, associado ao contacto entre comunidades indígenas e a civilização ocidental.
Na montagem de Against Death na Sala Polivalente do MNAC – Museu do Chiado, Clemens von Wedemeyer integra ainda outros dois elementos, para uma contextualização mais aprofundada do projecto The Fourth Wall, realizado no Barbican Centre, em Londres: a entrevista a Geoffrey Frand - How to Deal With the Uncontacted? (2009) e o jornal First Contact. Ao confrontar-se com estas pistas de leitura, o espectador tende a inverter a comum dicotomia civilização/selvagem, perante a presumível dissolução do antagonismo entre as culturas do passado e a contemporaneidade.
O filme propõe uma narrativa circular, em torno do diálogo entre um antropólogo e um explorador, que procura demonstrar como se tornou imortal, depois de ter participado num estranho ritual indígena. Mas se, no final, a teatralidade do suicídio encenado parece dissipar a ambiguidade entre documentário e ficção, rapidamente a dúvida se reinstala, porque a narrativa recomeça no exacto ponto em que terminara, e a conversa recomeça novamente…
Clemens von Wedemeyer confirma, assim, um dos aspectos mais consistentes da sua produção fílmica: a apropriação de recursos intrinsecamente cinemáticos - como o loop – para construir um discurso que explora a barreira invisível entre a ficção do cinema e a realidade física e cultural do observador.

Helena Barranha e Joachim Bernauer

No âmbito desta exposição no MNAC-Museu do Chiado, o artista dará uma conferência no dia 11 de Junho, às 19h00, no Instituto Goethe de Lisboa, onde contextualizará o filme Against Death no projecto The Fourth Wall, explicando a sua abordagem de temas relacionados com a Antropologia, o Teatro e o Cinema. Na conferência serão apresentados os filmes "Found Footage" (2008-2009), 30min, "The Gentle Ones", (2009), 28 min.


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